Por que Ex Libris?
Sabe aquela coisa de bibliófilo, pois é... Acredito que tenha vindo dai o meu apreço pelo assunto Ex Libris, que nada menos do que a expressão latina que significa "dos livros de", ou seja, algo que pertence à biblioteca de determinada pessoa. Ainda estou criando o meu....
Qualquer dia eu o coloco aqui. Ex Libris é o nome dado a pequenas etiquetas de papel, impressas por qualquer meio, que são coladas à parte interna da capa dos livros para indicar quem é o seu possuidor. Geralmente contêm, além do nome do proprietário, brasões, figuras, paisagens, alegorias ou outro tipo de imagem, revelando muito sobre a personalidade de seu dono por meio da interpretação do artista. O uso de marcas para identificar os livros remonta à antigüidade. Nas ruínas de Nínive, na Mesopotâmia, todas as placas de argila de um certo local eram identificadas pelo mesmo símbolo cuneiforme, o antepassado mais remoto conhecido das marcas usadas atualmente.
Os mais antigos exemplos de ex-libris conhecido foram encontrados nos livros da biblioteca doada por Hildebrand de Brandemburg ao convento de Buxheim, em 1470, na Alemanha. Deste país, o ex-libris foi levado para a França e de lá difundiu-se para Itália, Inglaterra e Portugal, entre outros. Artistas gráficos como o alemão Albrecht Dürer, o francês Gravelot e os brasileiros José Wasth Rodrigues e Alberto Lima ocuparam-se em desenhá-los. No Brasil, o uso dos ex-libris aparece apenas no final do século XVIII. Segundo alguns autores, o primeiro pertencente a um brasileiro teria sido o de um comerciante da cidade de Sabará (MG), a primeira vila do Estado, Manoel de Abreu Guimarães. Mas o mais antigo usado com certeza por um brasileiro nato é o do Conselheiro Antonio de Menezes e Vasconcelos de Drummond, nascido no Rio de Janeiro e que mandou gravar o seu em Paris, onde se encontrava exilado, em 1824.
Bom voce deve estar se perguntando por que usar um ex-libris?
Todos os que mantêm uma certa quantidade de livros, por prazer ou por obrigação, sentem em algum momento a necessidade de identificá-los. A maneira mais primária de fazer isso é assinar o nome a caneta no frontispício, hábito que subsiste entre muitos possuidores de bibliotecas, mas que geralmente desvaloriza o livro, além de enfeá-lo. Outros modos, como carimbos de tinta ou pressão e marcas gravadas nas próprias encadernações, têm sido usados. O primeiro aparece mais comumente nas bibliotecas públicas. O segundo aparece em algumas bibliotecas particulares, mas tem um custo bastante elevado.Dessa maneira, o ex-libris aparece como uma opção artística, sofisticada, elegante e de preço relativamente baixo para marcar os livros de uma biblioteca pessoal. Além de mostrar a quem pertence determinado livro, sua presença realça o volume pelo valor artístico e pessoal da etiqueta. Há mesmo pessoas que colecionam ex-libris, ou livros que os contenham.
Escrito por Rafaela Patente às 20:38
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Banco de Dados Internacional de Dissertações
Um site que se propõe a ser uma base de dados, somente, para teses de doutorado em desenvolvimento, em âmbito mundial.Um esforço da comunidade acadêmica internacional para criar um local de interação para ospesquisadores de doutorado, evitar duplicação e imitação indevida. http://62.219.35.3/index.html O site está no seu começo e a base de dados em formação; mais o instrumento de pesquisa interno, já permite recuperar algumas teses em português em ciência da informação e comunicação da UFBA-Universidade Federal da Bahia. Vale a pena ir até lá e registrar a sua tese de doutorado em andamento , até para resguardar os aspectos de novidade que ela possa conter.
Escrito por Rafaela Patente às 19:19
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Documentos chamado "Deja Vu"
Djvu é um formato para distribuição de documentos com foco na web. Pode substituir com vantagens formatos como PDF ou TIF, etc para a distribuição de documentos scaneados, documentos digitais ou imagens de alta resolução. Por exemplo, um livro foi digitalizado e convertido para o formato DJVU. No formato PDF, ocupa 20MB, já o mesmo livro, no formato DJVU ocupa apenas 4MB, um quinto do total. Outra grande vantagem em relação a outros formatos, o download não é feito do documento inteiro, mas de suas partes. No caso do PDF você só consegue ver o documento após o download dos 40MB. Já com o DJVU as páginas são carregadas individualmente, o que gera um tempo de espera equivalente à carga de uma página html normal, talvez um pouco mais. Outra coisa interessante, acoplando-se o DJVU a um software de reconhecimento de caracteres, é possível fazer busca textual, se o documento for digitalizado utilizando-se o software de OCR.Todo o software usado no processo descrito é software livre, o que inclui todos os utilitários necessários para criar e manusear o formato DJVU.
Para saber mais:
Veja a página do projeto em http://djvu.sourceforge.net/
A página do Prof. Imre Simon, da USP, onde se pode ver o software em ação fica em http://www.ime.usp.br/~is/atc/index.html
O software Clara OCR, desenvolvido por Ricardo Ueda http://www.ime.usp.br/~ueda/ é licenciado sob a GPL e pode ser baixado no endereço http://www.claraocr.org/
Escrito por Rafaela Patente às 21:10
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