Profissional da Informação
Bibliotecário é profissional da informação, sabia?
O óbvio transpõe a burocracia governamental: o bibliotecário é reconhecido como profissional especializado em descomplicar a informação e fazê-la chegar ao seu destino.
Livia Labate
Após 20 anos, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Tabalho foi atualizada e agora identifica o bibliotecário como profissional d informação; fico imaginando qual era o papel do bibliotecário antes dessa "revelação"...
A CBO é um documento normalizador do reconhecimento, nomeação e da codificação dos títulos e conteúdos das ocupações do mercado de trabalho brasileiro e funciona tanto como uma classificação enumerativa quanto uma classificação descritiva, ou seja, codifica empregos e trabalhos para fins estatísticos e detalha suas atividades, requisitos, condições de trabalho e experiências.
O mais curioso, é que a CBO é um documento extremamente bem organizado, de fácil acesso, taxonomia elegantemente elaborada, estrutura enxuta e conteúdo preciso. Tudo o que o um bom profissional da informação deve sabe fazer e, também, atribuições comuns de um bibliotecário bem formado; tanto que, na classificação, os sinônimos para bibliotecário são: cientista de informação, consultor de informação, especialista de informação, gerente de informação,gestor de informação.
Fico muito contente em ver um crescente reconhecimento da biblioteconomia na ciência da informação, o que é bastante irônico já que a biblioteconomia é uma das ciências mais fundamentais e antigas desta área. Ainda assim, de forma geral, o brasileiro não dá muita bola para o papel do bibliotecário, e por puro desconhecimento sobre suas atribuições e atuações.
A própria CBO é uma boa referência na descrição destas atribuições: "[Os bibliotecários] disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o acesso e geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e consultoria."
Por que, então, me vejo em situações em que a formação em biblioteconomia é vista como algo menos importante? Uma vez, em uma aula em um dos últimos semestres do curso superior de Administração & Comércio Exterior, um aluno debatia a preguiça humana dentro da própria sala de aula e disse: "se não está a fim de estudar, vai fazer biblioteconomia".
Em meu choque inicial, não sabia se era melhor ignorar tamanha estupidez ou tentar elucidar aquele ser, prestes a entrar no mercado de trabalho, sobre o quanto ele depende e dependerá dos profissionais de informação, em especial o bibliotecário. Decidi comprar a briga, porém essa situação é sintomática da interpretação errônea do papel do bibliotecário no Brasil.
Em 1999, assisti uma palestra do simpósio internacional "Impacto das Novas Tecnologias de Informação" na USP, em São Paulo, com Phill Agre, professor de Estudos de Informação da universidade UCLA dos Estados Unidos. Ele falava brilhantemente sobre internet, globalização, educação e universidade, quando abriu parênteses para falar sobre a importância do bibliotecário neste contexto. Foi ovacionado e deixou os bibliotecários, a maioria na audiência, emocionados. Quando você não é apreciado, um simples "Bom dia" faz toda a diferença, imagine ouvir uma "ode" ao seu trabalho vinda de um profissional com tanta visibilidade...
Enquanto persistirmos na visão hollywoodiana da bibliotecária de coque e óculos fundo-de-garrafa tirando pó de livros antigos, empresas, universidades e a sociedade como um todo estarão perdendo a oportunidade de usufruir do conhecimento de um profissional bem formado e especializado em descomplicar a informação e fazê-la chegar ao seu destino; que é exatamente o que todo mundo está tentando fazer em qualquer área.
Escrito por Rafaela às 16:39
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Você deveria accept ou except um convite?
1. /dessert/ e /desert/. /Dessert/ é uma sobremesa enquanto /desert/ é um lugar quente, seco e cheio de areia.
2. /accept/ e /except/. /Accept/ significa aceitar algo enquanto /except/ significa excluir.
3. /there/ e /their/. O primeiro é um advérbio de lugar enquanto o outro é um pronome possessivo, por exemplo /Their house is over there/.
4. /principle/ e /principal/. /Principles/ são princípios, valores ou crenças enquanto /principal/ se refere ao diretor de uma escola ou à uma coisa principal.
5. /advice/ e /advise/. O primeiro é um substantivo enquanto o outro é um verbo, então você pode /advise someone by giving them good advice/.
6. /borrow/ e /lend/. /Borrow/ significa pegar algo emprestado enquanto /lend/ significa emprestar algo. Por exemplo /Can I borrow your car? Sorry, I can't lend it to you today./
7. /despite/ e /although/. Estes possuem significados semelhantes mas são usados diferentemente. /Despite/ é uma preposição enquanto /although/ é uma conjunção. Por exemplo, /He won the race despite his injury/, /He won the race although he had an injury/.
8. /affect/ e /effect/. O primeiro é um verbo enquanto o outro é um substantivo, por exemplo /The effect of the war is enormous; it has affected all sectors of the economy/.
9. /personal/ e /personnel/. Seus dados /personal/ incluem seu nome, idade e nacionalidade enquanto /personnel/ engloba os funcionários de uma empresa.
10. /assure/ e /ensure/. /Assure/ alguém significa assegurá-lo de algo, enquanto /ensure/ significa dar certeza de que algo ocorrerá. Por exemplo, /I assured him that you would be there, so please ensure that you get to the meeting on time/.
Escrito por Rafaela às 16:33
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Crimes bibliofilos
Johann Georg Tinius (1764-1846), pastor de Poserna, Saxônia, autor de vários assassinatos seguidos de roubo, cometidos com o objetivo de conseguir dinheiro: dinheiro que se convertia imediatamente em livros. Dotado de memória prodigiosa, conjugava qualquer atividade à da leitura: sabia reconhecer os diversos lugares de impressão dos volumes pelo simples cheiro. Descoberto, enfim, por uma imprudência cometida em 1813, foi condenado, depois de longo processo indiciário, a doze anos de reclusão (atenuantes: a idade e a doença). Nunca confessou os seus delitos.
Fonte: CANFORA, Luciano. Livro e liberdade. Rio de Janeiro: Casa da Palavra; São Paulo: Ateliê, 2003. p.48
Escrito por Rafaela às 19:34
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