Biblioteca do Google
O site de buscas Google lançou nesta quinta-feira a primeira fase do Google Print, seu controvertido projeto de digitalização de milhões de livros para que possam ser lidos através da internet, que por ora não inclui acesso a materiais protegidos por direitos autorais.
Na versão inicial do Google Print, http://print.google.com/ que está integrado ao motor de buscas Google, os usuários podem buscar textos de livros inteiros, escaneados pelo site, e ter acesso a uma ficha-catálogo com alguns trechos breves no contexto de sua busca.
"Os usuários só poderão ver mais sobre qualquer livro que encontrarem se este não estiver protegido por direitos autorais ou se o editor tiver dado sua permissão explícita para mostrar páginas inteiras de uma parte limitada do livro", informou a empresa.
O gigante americano dos sites de busca disse que a coleção inicial de obras completas incluirá as de "domínio público", ou seja, atualmente sem registro de direitos autorais, a fim de evitar disputas legais.
print.google.com, onde qualquer pessoa pode buscar e navegar por todas as páginas", destacou o Google em um comunicado. "Nosso objetivo é que o mundo possa ter acesso a estes livros de domínio público e ao conhecimento contido neles", disse Susan Wojcicki, vice-presidente da gerência de produtos do Google.
"Qualquer pesquisador ou estudante, se estiver em Nova York ou em Nova Délhi, pode agora buscar e ler textos que antes só estavam disponíveis numa biblioteca", acrescentou. Além de buscar e ler o conteúdo das páginas, "os usuários podem guardar as imagens", segundo o comunicado da empresa.
Os trabalhos disponibilizados incluem histórias regimentais da Guerra Civil Americana e os primeiros escritos americanos da Universidade de Michigan, atos do Congresso e outros documentos governamentais de Stanford, trabalhos de Henry James, de Harvard, e biografias de cidadãos de Nova York e outras extraídas da Biblioteca Pública de Nova York.
O Google informou que o material oferecido representa "uma pequena fração da informação que será finalmente disponibilizada como resultado do Google Print". O site não adiantou como responderá às questões de direitos autorais se seguir adiante com seus planos de oferecer versões on-line de outros livros, mas informou nesta semana, em seu blog, que irá retomar a busca por trabalhos ainda não protegidos por direitos autorais.
O plano do Google de oferecer versões na internet de livros com direitos autorais já provocou uma série de disputas legais, tanto por parte de autores como de editores. Ao anunciar o projeto do Google Print, no fim de 2004, o gigante americano anunciou que o plano tem dois componentes separados: o "projeto biblioteca", em cooperação com importantes bibliotecas de Estados Unidos e Grã-Bretanha; e o "projeto editorial", um programa que pretende oferecer livros digitalizados.
Adam Smith, gerente de produtos do Google Print, disse no blog do Google que a empresa espera conseguir a permissão dos editores para mostrar suas obras. "Já tivemos grande êxito ao trabalhar com editores para acrescentar suas obras ao nosso índice através do Programa Editorial. Quando acrescentarmos textos com permissão editorial, poderemos oferecer mais informação e uma experiência mais rica para o usuário", disse.
Desde que o Google fez o anúncio do projeto, Yahoo e Microsoft divulgaram planos similares, mas esclareceram que não violarão direitos autorais.
Fonte: AFP
Escrito por Patente às 20:07
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Periódico
Perspectivas em Ciência da Informação
O conteúdo de todos os fascículos de Perspectivas em Ciência da Informação encontram-se disponíveis para consulta no endereço: www.eci.ufmg.br/pcionline - clicar em arquivos.
Outra novidade de PCI é que, a partir de 2006, sua periodicidade será quadrimestral.
Para publicação de artigos no 1º fascículo, que circulará em abril de 2006, as submissões deverão ser encaminhadas através do site: www.eci.ufmg/pcionline - clicar em: acesso, até o dia 10 de janeiro de 2006
Escrito por Patente às 17:54
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