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Se Tom Jobim estivesse vivo, com certeza o Rio estaria em festa: o maestro haveria completado 79 anos, em janeiro de 2006. Tom morreu em dezembro de 1994. O Brasil perdeu não só um dos maiores músicos que já teve, mas uma pessoa que sabia da alma brasileira, um mito acessível, como se fosse um Villa Lobos avô e vizinho.
No livro A onda que se ergueu do mar, sobre a bossa nova, que não por acaso tem na capa o Tom pescando, Ruy Castro diz o seguinte:
"Todas as vezes que Tom abriu o piano, o mundo melhorou. Mesmo que por poucos minutos, tornou-se um mundo mais harmônico, melódico e poético. Todas as desgraças individuais ou coletivas pareciam menores porque, naquele momento, havia um homem dedicando-se a produzir beleza. O que resultasse de seu gesto de abrir o piano - uma nota, um acorde, uma canção - vinha tão carregado de excelência, sensibilidade e sabedoria que, expostos à sua criação, todos nós, seus ouvintes, também melhorávamos como seres humanos."
Quando Tom morreu, quase que uma “grande revista” nacional ficou com fama de “coveira”. Na semana anterior, tinha publicado um “perfil” com Tom. E olha que, se a memória não estiver falhando, não foi a primeira vez que perfil da Veja virou necrológio. Tanto que parece que a coluna sumiu...
Escrito por Patente às 18:03
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